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Buscamos acelerar a inovação na indústria de serviços
Em dez anos, a RUA Asistencia conseguiu desenvolver 15 unidades de negócios e internacionalizar-se; agora, colabora com o ecossistema empreendedor.
Antes de fundar a RUA Asistencia, Diego Sayanes era um trabalhador com uma visão quase obsessiva dos objetivos a serem alcançados, sem esperar pelo trabalho ideal ou pela posição hierárquica, e sem se importar com as adversidades ou incertezas que surgissem. Essa visão é a mesma que ele ainda mantém e adota ao formar equipes de trabalho: sempre dar o melhor de si sem se distrair com o que acontece ao redor. Dez anos depois, a RUA é uma empresa consolidada que experimentou um amplo crescimento. Segundo seu CEO, no início do empreendimento, ele esteve perto de desistir mais de uma vez, mas seguiu em frente com uma visão clara: construir uma empresa de ponta e disruptiva. “Isso nos obriga a estar constantemente inovando e assumindo riscos, porque, se não o fizermos, deixaremos de ser inovadores”, enfatizou Sayanes, para quem a inovação está no DNA da empresa e se reflete na oferta de serviços, nas tecnologias que utiliza e no modelo de negócios.
Nos últimos dez anos, quantas unidades de negócios vocês incorporaram?
O produto principal é a assistência mecânica, com o qual o consumidor final mais nos identifica. No entanto, a empresa possui cerca de 15 unidades de negócios diferentes. Aproveitamos o potencial de nossas equipes de marketing e comunicação e criamos uma agência de marketing digital chamada Onírica. Temos uma empresa de comércio eletrônico, o ServiciosYa!, que é um aplicativo e um serviço da web onde as pessoas podem solicitar serviços. Temos um hub de inovação tecnológica chamado Coopera Innovation Hub e uma plataforma web de fidelização chamada Mashkady. Também diversificamos nossos mercados na América Latina e no mercado do Reino Unido.
Em 2020, no auge da pandemia, vocês desembarcaram no Paraguai. Por quê, e o que esse mercado oferece?
Fazer a expansão para o exterior e estabelecer-se no Paraguai estava em nosso plano. É um mercado muito interessante, com muitas possibilidades. Além disso, é muito estratégico para nosso plano de internacionalização em outros mercados.
Desde o início, o objetivo do negócio sempre foi escalar?
Exatamente. Desde o início, a visão geral da empresa era ter presença global. Uma vez consolidados no Uruguai, começamos o processo de internacionalização; por exemplo, o Paraguai fazia parte desse roteiro, e estamos muito satisfeitos com os resultados que estamos obtendo. Um ano após nos instalarmos lá, expandimos nossas instalações. Agora temos um andar em Assunção, no polo financeiro, e estamos iniciando um processo de contratação de cerca de 60 pessoas.
O caso do Reino Unido é ainda mais surpreendente. O que vocês oferecem lá?
A entrada no Reino Unido foi por acaso. Viajei para Londres para visitar a London Tech Week e, lá, conheci mais de perto o mercado. Em conversas com autoridades do governo britânico, conseguimos que eles nos ajudassem a ingressar com o ServiciosYa!, que lá é chamado de ServiceCity!. Fomos apoiados pelo Departamento de Comércio Internacional deles, que inseriu o ServiciosYa! em seu programa “Empreendedor Global”. Eles procuram empreendedores que tenham tido um certo sucesso em seus países de origem e que tenham potencial para escalar globalmente. É um mercado incrível e tem um enorme potencial, não apenas para o ServiciosYa!, mas também para a RUA Asistencia. Agora instalamos a RUA no Reino Unido como RUA Assistance.
Quanto vocês confiam na tecnologia para agregar mais valor aos seus serviços e usuários?
Temos usado várias ferramentas tecnológicas. Nesse sentido, começamos um processo de digitalização da empresa há alguns anos. Por um lado, na experiência do usuário, no contato com nossos clientes e com os clientes de nossos clientes. Mas também em todo o processo de gerenciamento por trás disso. Há algum tempo, começamos a migrar de ser uma empresa tecnológica para nos tornarmos uma empresa puramente de tecnologia. Isso também é muito importante para o processo de internacionalização da empresa. À medida que podemos colocar a tecnologia a serviço de toda essa experiência técnica – já temos mais de 1 milhão de serviços prestados ao longo desses 10 anos, todo esse know-how, a experiência – isso nos ajudará muito na internacionalização da empresa.
Qual é o objetivo do Coopera Innovation Hub?
O objetivo é unir startups ao mundo corporativo. Aproveitar as empresas clientes da RUA Asistencia e outras que não o sejam e sua experiência em trabalhar com o mundo corporativo para facilitar o acesso a empreendimentos. Lançamos o evento Open Insurtech, que recebeu inscrições de quase 200 startups de toda a América Latina, das quais selecionamos 25 para incubação no Coopera e que receberão mentoria e colaboração por cinco meses para acelerar e melhorar muito seus produtos e startups. Em novembro, vamos realizar negociações com empresas de seguros. O que buscamos é acelerar o processo de inovação na indústria de seguros por meio dessas startups que têm diferentes tecnologias, algumas com blockchain, drones, produtos para agricultura, saúde, sistemas automotivos, entre outros. Queremos colaborar com o ecossistema empreendedor. Continuamos a nos sentir empreendedores, e acredito que há um ecossistema muito rico em termos de variedade no Uruguai.
O ServiciosYa! ganhou destaque. Quais são seus objetivos?
Embora a RUA tenha muitos produtos que tendem a fornecer cobertura em casos de contingência, o objetivo do ServiciosYa! é chegar diretamente ao consumidor final que, através do site ou do download do aplicativo, compra um serviço na hora e paga através do aplicativo. Não precisa ser apenas uma questão de contingência, como ficar sem energia em casa, mas pode ser uma questão do dia a dia que lhe tira tempo que você preferiria passar com a família ou com outras coisas